29/08/2019

O que você precisa saber sobre sucessão familiar no agronegócio

A grande maioria das propriedades rurais no Brasil mantém, ainda hoje, uma estrutura familiar de negócio. E a sucessão na família, ou seja, a transferência da atividade às futuras gerações, deve ser planejada para que possa atender aos interesses familiares. Para priorizar uma sucessão familiar bem-sucedida, prevenindo transtornos, danos patrimoniais ou até mesmo emocionais, é importante planejar e desenvolver um plano sólido de execução do processo sucessório. E ele vale tanto em relação à transferência do proprietário da propriedade aos filhos ainda em vida ou quando há o seu falecimento. Entre as principais vantagens do planejamento do processo de sucessão está a profissionalização do negócio, quando a família passa a perceber a propriedade como uma verdadeira empresa e consegue aplicar medidas e comportamentos característicos a ela e, consequentemente, adequados para o seu sucesso. Outro fator positivo, possibilitado com o planejamento, é tornar os futuros administradores do negócio capazes para desempenhar tal função. Segundo especialistas, para se obter esse cenário positivo, ter acesso a uma consultoria jurídica é o primeiro passo. Com ela, o profissional poderá avaliar em conjunto com a família a maneira mais adequada e assertiva para atender às necessidades do negócio. Um dos modelos padrão de processo sucessório no agronegócio, e considerado tendência no setor atualmente, de acordo com o Doutor em Direito Marcelo Bertoldi, é a criação de uma holding para integralizar a propriedade rural. É como um negócio estruturado com o principal objetivo de controlar os bens de uma pessoa física ou mais, todos pertencentes a uma mesma família, e pode ser uma sociedade limitada ou anônima, a depender do caso concreto. Como funciona uma holding agropecuária
O proprietário da fazenda, pessoa física, transfere a propriedade para uma pessoa jurídica (empresa). Dessa forma, deixa de ser dono da fazenda e passa a ser proprietário das cotas da empresa que se tornou dona da propriedade. Caso haja interesse, ou necessidade, essas cotas podem ser doadas ou transferidas às próximas gerações (sucessores).
Termo de Adoção: qual a sua importância na sucessão familiar
Para isso, geralmente, é elaborado um Termo de Doação mantendo o uso fruto com o proprietário original, o que já faz parte do processo de planejamento sucessório.“O proprietário original mantém a sua plena atribuição para administrar a fazenda e seus bens, já que é o administrador da holding dona do seu negócio quem recebe os lucros. Pode vendê-la, arrendá-la ou comprar outra, se assim desejar”, explica Bertoldi. Saiba quais são as vantagens de uma holding na sucessão familiar
Na opinião de Bertoldi, que atua há mais de 20 anos nas áreas de direito contratual, societário, fusões, aquisições e governança corporativa, a primeira delas é a possibilidade de o proprietário organizar de forma completa e adequada o processo de transição no comando do negócio, profissionalizando a atividade e tornando a propriedade uma empresa. “Na medida que se tem o processo de sucessão familiar, o proprietário tem organizada a divisão de interesses pessoais dos interesses relacionados à empresa, por exemplo. Com isso, passa-se a utilizar metodologias empresariais para tocar o negócio, com indicadores e medidores de eficiência, criam-se regras de governança relacionadas à existência do conselho de família, do conselho consultivo, formas de distribuição de dividendos, entre outras medidas”, argumenta o advogado. Ele também destaca que, com as reuniões entre os sócios e donos da propriedade, é possível “discutir estratégias de investimento, o quanto será distribuído de dividendos, se será ampliada a área de produção, ou inseridas novas culturas ou aplicações, entre outras necessidades”. Pagamento de imposto referente à herança ou à doação
Outro aspecto ressaltado pelo advogado entre as vantagens desse modelo de sucessão familiar é a oportunidade de planejar e adiantar o pagamento do tributo relativo à herança, ou à doação, não deixando para o momento de um eventual falecimento. “Esse tributo varia atualmente de 4% a 8%, dependendo do estado. Mas existe grande chance dessa alíquota aumentar significativamente, com eventual reforma tributária, podendo chegar à casa dos 25%. Quando é feito por meio de uma transição, consegue-se planejar o pagamento desse importo. E, se a doação é feita agora, pode-se ainda aproveitar esse valor considerado baixo, quando comparado aos Estados Unidos e à Europa, por exemplo, regiões nas quais a taxa chega a 50% ou mais”, argumenta. Marcelo M. Bertoldi para o portal Pasto Extraordinário.

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27/08/2019

Balanços de empresas deveriam poder ser publicados apenas na internet?

Motivos e métodos errados Entre os princípios fundamentais de melhores práticas de governança corporativa encontramos o da transparência, que significa não somente a observação do dever legal de informar que as organizações devem cumprir, mas, acima de tudo, o desejo sincero de abastecer o público em geral (acionistas, investidores do mercado de capitais, consumidores, fornecedores etc.) de informações relevantes sobre o seu desempenho nos diversos aspectos, tanto econômicos quanto socioambientais. Trata-se da forma mais eficiente que as organizações têm de prestar contas a respeito de seu desempenho e impacto gerado por sua atuação. Para que tais informações de fato cheguem a todos os interessados, o ideal é que sejam utilizados meios de comunicação eficientes, em especial os eletrônicos. Não é de hoje que as companhias, especialmente aquelas de capital aberto, defendem a ideia de que as publicações obrigatórias sejam feitas por meio eletrônico e não mais somente pela publicação em jornal físico. Entre os motivos, os altos custos das publicações e a eficiência do on-line. Sensível a isso, em abril desse ano o governo sancionou a Lei 13.818, que alterou a Lei das S/A, admitindo a possibilidade de essas publicações em meio jornal se darem de forma resumida, desde que sua íntegra estivesse simultaneamente disponível na página do mesmo jornal na internet, acompanhada de certificado de autenticidade dos documentos publicados. Para a surpresa de todos, o mesmo governo, menos de quatro meses depois, e agora por meio da Medida Provisória 892, revoga a lei que tinha acabado de sancionar e, dessa vez, cria norma determinando que, em se tratando de companhia com valores mobiliários negociados em bolsa de valores, referidas publicações sejam feitas exclusivamente no seu site, no da Comissão de Valores Mobiliários e também no site da Bolsa de Valores onde seus valores mobiliários estejam sendo negociados, não sendo mais necessária a utilização da imprensa escrita para tanto. No caso das companhias de capital fechado, essa mesma MP disciplina que caberá ao Ministério da Economia determinar a forma de sua publicação, cujo meio certamente dispensará a utilização da imprensa escrita. Causa estranheza a forma desencontrada e arbitrária como um assunto de tamanha importância é tratado pelo governo. Pelas declarações do presidente, ficou claro que a motivação para essas alterações foi penalizar a imprensa, pela qual não nutre nenhuma simpatia e que tem nas publicações obrigatórias uma importante fonte de receita. Não só os motivos, mas também o meio não é adequado. É evidente que esse tema não tem a urgência e relevância a justificar a utilização de uma medida provisória; pelo contrário, como se trata de uma discussão antiga, nada mais adequado que fosse tratado por meio de um processo legislativo ordinário, com a participação indispensável do Poder Legislativo. Infelizmente, esses defeitos acabam por retirar da MP 892 a sua constitucionalidade e legitimidade, seja porque as motivações de sua criação são pouco republicanas, seja porque o meio pelo qual veio ao mundo jurídico certamente é impróprio e, acima de tudo, por causa do evidente desvio de finalidade e ausência de impessoalidade de tal medida. Tanto é assim que surgem vozes no Congresso e no Supremo Tribunal Federal que já indicam uma grande dificuldade de essa medida provisória vir a se converter em lei. O ambiente empresarial necessita de estabilidade e previsibilidade; só assim veremos os investimentos, tão necessários para a retomada do crescimento do Brasil, voltarem. Não será com atitudes destemperadas e autoritárias que se alcançará a estabilidade, ao contrário. Artigo escrito por Marcelo M Bertoldi, publicado no portal Gazeta do Povo.

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26/08/2019

STJ declara a impenhorabilidade absoluta da Cédula de Produto Rural

Foi publicada no dia 06 de agosto decisão da 4ª Turma do STJ que entendeu pela impenhorabilidade absoluta da Cédula de Produto Rural – CPR, em contraposição ao acordão proferido pelo TJ/RS, que atribuiu preferência ao crédito trabalhista em discussão. DA IMPENHORABILIDADE ABSOLUTA DA CPR A controvérsia judicial implicava em definir se a impenhorabilidade prevista no Decreto Lei nº 167/67 (Cédula de Crédito Rural) e na Lei nº 8.929/94 (Cédula de Produto Rural) seria relativa ou absoluta e se poderia ser afastada para satisfação de um crédito trabalhista. O Relator, Ministro Luis Felipe Salomão, tratou de analisar o histórico econômico do Agronegócio Brasileiro e o contexto em que foi instituída a CPR na década de 90 para definir a abrangência da impenhorabilidade do título de crédito. O estudo de Salomão abordou as políticas públicas de abertura do financiamento rural ao setor privado, onde a CPR cumpre papel fundamental como base de toda a estrutura das operações realizadas com os demais títulos de emissão privada do agronegócio. O voto proferido reformou o entendimento do Tribunal Gaúcho e, pautado na função social do financiamento do agronegócio, atribuiu como absoluta a impenhorabilidade da CPR. “Com efeito, os bens dados em garantia cedular rural, vinculados à CPR, são impenhoráveis em virtude de lei, mais propriamente do interesse público de estimular essa modalidade de crédito, a bem de setor de enorme relevância”, destacou o ministro. A decisão promete fortalecer a atuação do financiamento privado no Agronegócio, atribuindo maior segurança jurídica aos operadores de crédito que se relacionam com o produtor rural. Resta aguardarmos como os tribunais regionais absorverão o entendimento do STJ. A equipe da área de Direito do Agronegócio  poderá auxiliar os clientes que necessitarem de apoio com esse tema.

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16/08/2019

Alteração na Lei de Registros Públicos

Foi publicada esse mês a Lei 13.865/2019, que altera a Lei de Registros Públicos (nº 6.015/1973) para acrescentar previsão legal que dispensa o “habite-se” expedido pela Prefeitura Municipal para averbação de construção na matrícula de imóvel de habitação unifamiliar, que tenha apenas um pavimento (casas térreas) e que a obra já tenha sido concluída há mais de 5 anos. Essa dispensa se aplica apenas aos imóveis construídos em áreas ocupadas por população de baixa renda. A nova lei trará maior facilidade na regularização de inúmeras residências atualmente irregulares perante os Cartórios de Registro de Imóveis. A equipe de Negócios Imobiliários do Marins Bertoldi poderá auxiliar aqueles que necessitarem de apoio com esse tema.

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07/08/2019

As publicações empresariais das sociedades anônimas agora deverão ser feitas de forma eletrônica

As publicações empresariais obrigatórias previstas na Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/1976), agora deverão ser feitas de forma eletrônica. A mudança foi implementada pela Medida Provisória nº 892, que entrou em vigor no dia 06 de agosto de 2019. A nova redação do artigo 289 da Lei das S.A. dispõe que as publicações empresariais obrigatórias deverão ser feitas de forma gratuita nos sites da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da entidade administradora do mercado em que os valores mobiliários da companhia estiverem admitidos à negociação. A princípio a publicação no site da CVM seria aplicável apenas às companhias abertas, dado que no § 4º da nova redação do artigo 289 está previsto que Ministro de Estado da Economia disciplinará a forma de publicação e de divulgação dos atos relativos às companhias fechadas. As sociedades anônimas também deverão disponibilizar as publicações obrigatórias em seus sítios eletrônicos na internet. Além disso, as publicações deverão contar com a certificação digital da autenticidade dos documentos por meio de autoridade certificadora credenciada pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil. As publicações a que se refere a Medida Provisória nº 892 incluem editais de convocação, atas de assembleia, atas de reuniões do conselho de administração, anúncios, atos que necessitem de publicação para validade contra terceiros, demonstrações financeiras, demonstrações de lucros ou prejuízos, atos de incorporação, fusão e cisão, etc. A nova forma de publicação ainda deverá ser regulamentada pela CVM, que poderá disciplinar quais atos e publicações das companhias abertas que deverão ser arquivados no registro do comércio; e dispensar a certificação digital dos documentos. A equipe da Área Corporativa do Marins Bertoldi poderá auxiliar os clientes que necessitarem de apoio com esse tema.

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07/08/2019

Alteração de regras de obrigatoriedade de entrega do Livro Caixa Digital do Produtor Rural

Escrituração em formato digital será obrigatória para produtores com receita superior a R$ 7,2 milhões no ano-calendário de 2019. A Receita Federal editou a Instrução Normativa RFB nº 1.903 alterando a faixa de receita bruta anual que sujeita os produtores rurais à apresentação do Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR). De acordo com até então IN RFB nº 1.948/18, o produtor rural que auferisse receita bruta anual superior a R$ 3,6 milhões estaria obrigado a apresentar a sua escrituração no formato digital. Publicada na data de 26 de julho de 2019 no Diário Oficial da União, a IN 1.903 aumenta o limite para R$ 4,8 milhões, sendo que, excepcionalmente para o ano-calendário de 2019, o valor de corte será de R$ 7,2 milhões. Os demais anos seguirão com a aplicação do valor de corte em R$ 4,8 milhões, o que iguala ao limite estabelecido às empresas de pequeno porte, nos termos da Lei Complementar nº 123/06. A equipe de Agronegócio do Marins Bertoldi poderá auxiliar aqueles que necessitarem de apoio com esse tema.

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06/08/2019

Município de Cascavel institui Programa de Recuperação FI – REFIC Cascavel 2019

O Município de Cascavel publicou a Lei nº 7.018/2019, por meio da qual instituiu programa para pagamento das dívidas com a Fazenda Pública Municipal, tributárias ou não, vencidas até 28 de fevereiro de 2019 e das multas pecuniárias vencidas até 28 de fevereiro de 2019. O período para adesão ao REFIC se iniciou em 01/08/2019 e se encerra em 30/08/2019. Para pagamento à vista os descontos podem chegar até 90% sobre multa moratória e juros. Dentre as opções de parcelamento, destacamos: Parcelamento em 12 vezes, com desconto de 75% sobre multa moratória e juros.Parcelamento em 24 vezes, com desconto de 50% sobre multa moratória e juros.Parcelamento em 36 vezes, com desconto de 25% sobre multa moratória e juros. Há, ainda, a opção de parcelamento em até 48 parcelas fixas e iguais (sem desconto). Na opção de
parcelamento superior a 48 parcelas serão acrescidos juros de 0,5% ao mês, nessa hipótese, há o limite
de 72 parcelas. Em todas as opções, a parcela mínima do Refic não pode ser inferior a 01 UFM (R$ 43,85). Para contribuintes com penalidades pecuniárias pelo não cumprimento da legislação – incluindo multas do
Procon, Vigilância Sanitária, autos de infração, entre outros – vencidas até 28 de fevereiro de 2019, ajuizadas ou não, as condições serão as mesmas, tanto no pagamento à vista como no parcelamento. Para maiores informações, nossa equipe está à disposição:
Hugo José Sellmer hjs@marinsbertoldi.com.br
Andréia Cristine Cordeiro acc@marinsbertoldi.com.br

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05/08/2019

Censo Anual de Capitais Estrangeiros no Brasil

O prazo final para entrega ao Banco Central do Brasil – BACEN da declaração ao Censo de Capitais Estrangeiros no Brasil é no dia 15 de agosto de 2019, às 18h.  Deverão apresentar a declaração censo as entidades que na data base de 31/12/2018 preenchiam quaisquer dos requisitos abaixo: as pessoas jurídicas sediadas no País, com participação direta de não residentes em seu capital social, em qualquer montante, e com patrimônio líquido igual ou superior ao equivalente a US$ 100 milhões (cem milhões de dólares dos Estados Unidos da América); os fundos de investimento com cotistas não residentes e patrimônio líquido igual ou superior ao equivalente a US$ 100 milhões (cem milhões de dólares dos Estados Unidos da América);as pessoas jurídicas sediadas no País, com saldo devedor total de créditos comerciais de curto prazo (exigíveis em até 360 dias) concedidos por não residentes em montante igual ou superior ao equivalente a US$ 10 milhões (dez milhões de dólares dos Estados Unidos da América), em 31 de dezembro do ano-base. A não entrega da declaração no prazo acima referido ou a entrega irregular sujeitará as entidades à multa de até R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais). A equipe da Área Corporativa do Marins Bertoldi poderá auxiliar os clientes que necessitarem de apoio com esse tema.

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02/08/2019

Limitação na multa devida em caso de vazamento de dados

Um projeto de lei deste ano (Projeto de Lei nº 3420/19) quer limitar a multa prevista na Lei Geral de Proteção de Dados no caso de vazamento de dados pessoais. A proposta é que o texto da lei mude para deixar claro que a multa é devida, mas não por cada infração. A mudança, se convertida em lei, beneficia o empresariado, no sentido de que a multa não será devida por infração, o que geraria um prejuízo exacerbado às empresas. O projeto tramita na Câmara dos Deputados e foi despachado no fim de junho para apreciação conclusiva das Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e Cidadania. Área de Direito Digital, Tecnologia e Inovação

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