04/10/2019

CVM e Ministério da Economia regulamentam os formatos de publicações das companhias previstos na MP 892/19.

A Medida Provisória nº 892, publicada em 05 de agosto de 2019, alterou a Lei nº 6.404/76 (Lei das S.A.) retirando do texto legal a obrigatoriedade das sociedades por ações realizarem as suas publicações legais no Diário Oficial e em jornal de grande circulação, visando diminuir os custos de constituição e manutenção das companhias. Foi atribuída à Comissão de Valores Imobiliários (CVM) e ao Ministério da Economia a competência para regulamentar os novos formatos de publicação e divulgação relativos às companhias abertas e às fechadas, respectivamente.
Para as companhias de capital fechado, o Ministério da Economia, através da Portaria nº 529/2019, estabeleceu que as publicações ordenadas pela Lei das S.A. devem ser realizadas por meio da Central de Balanços do Sistema Público de Escrituração Digital, o SPED, exigindo ainda que referidas publicações sejam disponibilizadas no website da companhia. A disponibilização da Central de Balanços do SPED ocorrerá em 14 de outubro de 2019.

Já para as companhias de capital aberto, a CVM editou a Deliberação nº 829/2019, estabelecendo que tanto as publicações previstas pela Lei das S.A. quanto as exigidas pela regulamentação da própria CVM serão realizadas no Sistema Empresas.NET, e também deverão ser disponibilizadas no website da companhia.

Os novos formatos instituídos pela CVM também deverão ser obedecidos a partir de 14 de outubro de 2019.
No entanto, cumpre ressaltar que a MP 892 tem validade de 90 dias, e caso não seja convertida em lei ordinária no referido prazo as alterações introduzidas na Lei das S.A. perderão validade, sendo novamente obrigatória a publicação dos atos e demonstrações financeiras das companhias abertas e fechadas no Diário Oficial e em jornal de grande circulação da localidade da sede, vide os termos da Lei das S.A. antes da MP 892. MARINS BERTOLDI ADVOGADOS Área de Direito Corporativo

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02/10/2019

Ministério da Economia cria comitê para aprovar novas súmulas administrativas.

Em 02 de outubro de 2019 foi publicada a Portaria nº 531 de 30 de setembro de 2019, por meio da qual o Ministério da Economia instituiu o Comitê de Súmulas da Administração Tributária (COSAT)  que, de agora em diante, ficará responsável por editar enunciados de súmulas a serem observadas nos atos administrativos e decisões do CARF, da RFB e da PGFN. O comitê será composto pelo Presidente do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pelo Secretário Especial da Receita Federal do Brasil e pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional. A aprovação de enunciados será somente por unanimidade de votos dos membros do comitê e deverá ser fundamentada em súmula/resolução do CARF ou três decisões firmadas por Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF), em reuniões distintas. A criação do Comitê, que está amparado nas recentes alterações promovidas pela Lei da Liberdade Econômica (Lei 13.874/2019), vai na contramão da paridade de representação garantida no CARF, à medida que deixa de conferir qualquer representatividade aos contribuintes, enfraquecendo, de certa maneira, a atuação do CARF nos julgamentos administrativos.

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23/09/2019

Os principais aspectos jurídicos da “Lei da Liberdade Econômica”.

A Medida Provisória da Liberdade Econômica foi convertida na Lei nº 13.874/2019, publicada no Diário Oficial da União em 20/09/2019. A nova lei, de abrangência relevante, tem por objetivo principal criar um ambiente empresarial menos burocrático, que estimule o surgimento de novos empreendimentos e a geração de empregos. No material a seguir elencamos os principais pontos da nova legislação, subdivididos pelas respectivas áreas do direito empresarial: DIREITO ADMINISTRATIVO Dispensa de ato público de liberação (alvarás ou licenças que não o mero cadastro tributário) de atividade econômica de baixo risco, valendo-se exclusivamente da propriedade privada própria ou de terceiros consensuais Hoje, as atividades econômicas de baixo risco são as 287 elencadas na Resolução nº 51/2019 do CGSIM. Uma vez sancionada, a nova lei tem aplicabilidade imediata inclusive para empresas em funcionamento que atendam aos requisitos dispostos na Resolução e/ou nas legislações estaduais, distrital e municipais específicas. Dispensa de ato público para testar e oferecer produtos oriundos de atividade econômica de inovação Os estudos e os testes envolvendo novos produtos/serviços ficam isentos de autorização governamental prévia, desde que considerados de baixo risco e com oferta a grupo restrito de pessoas que com eles livremente consintam. Prazo máximo para análise de requerimento de atos públicos de liberação de atividade O ente público deverá estabelecer prazos máximos para que sejam analisadas as requisições protocoladas. Em caso de falta de manifestação do órgão no prazo estipulado, considerar-se a aceitação tácita do pedido para todos os efeitos. Excetuam-se hipóteses expressamente vedadas em lei. Administração Pública não pode exigir certidões sem previsão expressa em lei e/ou delimitar prazo de validade de certidão emitida sobre fato imutável Ficam vedadas as exigências sem amparo legal e/ou de atualização de certidões que atestem fatos imutáveis (ex. certidão de nascimento e de óbito) A ratificação da validade dos documentos digitais Os documentos digitais emitidos por órgãos públicos terão o mesmo efeito jurídico conferido aos físicos. Aplicação de efeito vinculante em decisões administrativas de liberação Decisões de liberação devem ser empregadas igualmente para todos os casos análogos, sempre com base em decisões administrativas anteriores. Vedação ao abuso de solicitação de medidas ou prestações compensatórias ou mitigatórias no direito urbanístico As medidas compensatórias ou mitigatórias não podem constituir verdadeiro tributo fora do direito tributário; proibição de solicitar medidas que deveriam ter sido executadas pelo Poder Público, sem que o pedido do particular altere a essência delas; vedação ao “uso” do particular para compensar impactos preexistentes ou que existiriam independentemente do empreendimento ou atividade à qual ele busca liberação; vedação à exigência de contraprestação para áreas diversas daquela que será impactada pela atividade econômica à qual particular busca liberação. DIREITO SOCIETÁRIO E REGISTROS MERCANTIS Criação da Sociedade Limitada Unipessoal Fica instituída a possibilidade de uma pessoa, física ou jurídica, figurar como única sócia de sociedade limitada. O tipo societário poderá ser utilizado para empresas em constituição ou em decorrência da unificação da titularidade das quotas de uma sociedade já existente em uma única pessoa. Não há exigência de capital social mínimo e/ou integralizado, ao contrário do que ocorre em relação à Empresa Individual de Responsabilidade Limitada – EIRELI. Fixação de prazos para concessão da constituição de sociedades na Junta Comercial Visando acelerar os processos de constituição de empresas, a Lei nº 13.874/2019 determina os seguintes prazos máximos para o deferimento de pedidos de registros: – 5 dias úteis para a constituição de sociedades anônimas; –  2 dias úteis para a constituição de sociedades limitadas e EIRELI; – deferimento automático para as sociedades limitadas e EIRELI que utilizarem os modelos de atos societários a serem disponibilizados pelo DREI. Neste caso, após o deferimento automático, os requisitos formais do ato serão analisados no prazo de até 2 dias úteis, para que seja concedida a oportunidade de o empresário sanar eventuais vícios apontados, sob pena de desarquivamento do ato. Dispensa de aprovação governamental prévia para o registro de atos de sociedades Com a publicação da Lei nº 13.874/2019, as sociedades cujas atividades exercidas são reguladas por órgãos governamentais estão dispensadas de anuência prévia para protocolo de seus atos societários na Junta Comercial. A aprovação governamental ocorrerá posteriormente ao arquivamento do ato. Beneficiam-se desta disposição, principalmente, as empresas aéreas, empresas em faixa de fronteira, hidrelétricas, seguradoras e empresas de aviação agrícola. A medida visa possibilitar que o empresário não aguarde decisões governamentais para que possa iniciar alguns trabalhos acessórios para a empresa, como a abertura de contas, análises de crédito, celebração de contratos e afins. Vedação de cobranças federais para taxas de extinção de LTDA., EIRELI e empresa individual. A cobrança de taxas federais para arquivamento dos atos que deliberem e formalizem a extinção de empresas que utilizam o tipo societário de sociedade limitada, EIRELI ou empresa individual ficam canceladas. A intenção da medida é de facilitar e desonerar o encerramento de empresas, problema enfrentado pelos empresários, visando reduzir os casos de extinções irregulares ou informais. Cabe a ressalva de que a Lei nº 13.874/2019 não tem a competência para vedar a cobrança das taxas estaduais, que constituem o maior custo do registro dos atos de extinção em questão. Alterações nas previsões legais para a desconsideração da personalidade jurídica. Além do direcionamento da desconsideração àquele sócio que comete fraude, incorporam-se ao Código Civil os conceitos de desvio de finalidade da pessoa jurídica e de confusão patrimonial entre sócios e sociedade. Para que seja concedida a desconsideração, a Lei nº 13.874/2019 traz ao Código Civil alguns requisitos que devem ser preenchidos, tais como o cumprimento repetitivo de obrigações dos sócios pela sociedade, transferência de ativos ou de passivos sem contraprestações e outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial. As previsões têm o condão restringir as hipóteses de atingimento do patrimônio do pessoal dos empresários. DIREITO CONTRATUAL Alteração nas normas aplicáveis à interpretação de contratos. Ao introduzir o §1º ao artigo 113 do Código Civil, a Lei nº 13.874/2019 acabou por normatizar critérios para a interpretação de negócios jurídicos que antes eram apenas construções da doutrina contratualista. Elementos como o comportamento das partes posterior à celebração do negócio, os usos e costumes, a interpretação favorável à parte que não redigiu o dispositivo e a avaliação de qual seria a razoável negociação das partes à época da celebração do contrato passam a constar como regras legais expressamente previstas no Código Civil. O intuito da medida é de gerar maior segurança jurídica ao avençado nos negócios jurídicos, visando a autonomia das partes no momento da contratação. Possibilidade de as partes pactuarem livremente regras de interpretação e de integração de contratos. Fortalecendo a ideia de valorizar e gerar segurança a autonomia das partes no momento da contratação, a Lei nº 13.874/2019 introduziu, ainda, o §2º ao artigo 113 do Código Civil, dispondo que poderão as partes livremente pactuar as regras de interpretação e de integração dos negócios jurídicos. Isso implica dizer que, a partir de agora, eventual discussão contratual terá de observar as cláusulas que porventura estipularem regras de interpretação ou de vinculação de contratos conexos. DIREITO DO MERCADO DE CAPITAIS Com a edição da Lei nº 13.874/2019, os fundos de investimento passam ser regulados também pelo Código Civil. As principais alterações promovidas foram as seguintes: Dispensa de registro do regulamento dos fundos em Cartório.  A Lei 13.874/2019 prevê que o registro do regulamento dos fundos de investimento na CVM constitui condição suficiente para garantir sua publicidade e a oponibilidade de efeitos em relação a terceiros. Esta medida retira a necessidade de os fundos registrarem seus atos em Cartório, reduzindo os custos de criação e manutenção dessa alternativa de estrutura societária. Limitação da responsabilidade de cada investidor ao valor de suas cotas. O regulamento do fundo poderá prever a limitação de responsabilidade dos cotistas ao valor de suas cotas, eliminando o risco de os investidores serem obrigados a recompor o patrimônio negativo do fundo em eventual chamada de capital. Limitação da responsabilidade e parâmetros de sua aferição dos prestadores de serviços do fundo. Antes considerado como responsável solidário por todos os serviços de terceiros contratadas pelo fundo, o administrador poderá ter sua responsabilidade limitada de acordo com o regulamento, sem solidariedade. Quanto às obrigações legais assumidas pelo fundo, os prestadores de serviços responderão somente pelos prejuízos decorrentes de atos praticados com dolo ou má-fé. Possibilidade de criação de classes distintas de quotas. Com a possibilidade de instituição de classes distintas de quotas, um mesmo fundo poderá adotar estratégias diversas de investimento, de acordo com as respectivas classes, tornando desnecessária a criação de uma nova estrutura para tal finalidade. Neste caso, o patrimônio segregado para determinada classe de cotas responderá apenas por obrigações vinculadas à respectiva classe. Possibilidade da CVM requerer a insolvência do fundo. A CVM passa a ser competente para requerer a declaração de insolvência dos fundos de investimentos. Destaca-se que a instituição das limitações de responsabilidade somente abrangerá fatos ocorridos após a respectiva alteração do regulamento do fundo envolvido. DIREITO TRIBUTÁRIO Aplicabilidade ao direito tributário No que se refere à seara tributária, o alcance da Lei 13.874/2019 acabou sendo um tanto reduzido, limitando-se especialmente às obrigações acessórias que deverão ser cumpridas pelo contribuinte e a aspectos relacionados à atuação dos órgãos de fiscalização e representação processual da Fazenda Nacional. Essa limitação se deve, sobretudo, à ressalva feita pelo §3º, do artigo 1º da lei em questão, que exclui a aplicação de seus princípios e objetivos gerais das questões ligadas ao direito tributário e financeiro, exceto no que diz respeito ao arquivamento de documentos por meio digital ou em microfilmes. Mudanças nas obrigações acessórias – fim do eSocial Entre as principais alterações trazidas, a nova legislação estabelece o fim do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) – sistema criado em 2014 pelo Decreto 8.373 para unificar o registro e prestação de informações relacionadas às obrigações trabalhistas, previdenciárias e tributárias decorrentes de seu quadro de empregados –  e também do Livro de Controle de Produção e Estoque da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil – módulo de escrituração fiscal eletrônica comumente conhecido como “Bloco K”, onde as indústrias e empresas atacadistas registravam sua movimentação interna de insumos e estoque, por exemplo. Segundo informações do Ministério da Economia, esses sistemas devem ser substituídos por novos sistemas eletrônicos de escrituração que prometem exigir até 50% menos informações, facilitando seu preenchimento e manutenção pelas empresas e contribuintes. Além dessas alterações, a Lei 13.874/2019 tratou de equiparar os documentos físicos aos documentos arquivados em microfilme ou meios digitais, também para as questões tributárias (art. 1°, §3º e art. 3°, inciso X). Limitações das discussões em matéria tributária A Lei tratou de limitar, em certa forma, a atuação da Procuradoria das Fazenda Nacional no âmbito de processos judiciais que versem sobre matérias tributárias. Segundo a nova regra proposta, a PGFN ficará dispensada de recorrer de decisões que, por exemplo, tenham sido alvo de decisão do Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior do Trabalho ou Tribunal Superior Eleitoral quando a questão for decidida em repercussão geral ou pelo rito repetitivo, ou quando não houver possibilidade de reversão da tese firmada nos tribunais superiores. Com isso, a Lei visa reduzir o tempo em que os contribuintes passam discutindo questões tributárias no poder judiciário, aumentando a segurança jurídica das decisões. No mesmo sentido, também a atuação da Receita Federal do Brasil foi limitada, já que tanto o órgão fazendário quanto os demais organismos governamentais responsáveis pela administração de créditos passíveis de inscrição e cobrança pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional também ficam desobrigados de constituir créditos relacionados às matérias alvo de dispensa. Por fim, convém pontuar que a Lei 13.874/2019 dá um passo a mais na tentativa de regulamentação dos negócios jurídicos processuais no âmbito do direito tributário, reservando à Procuradoria da Fazenda Nacional a regulamentação quanto ao tema. DIREITO DO TRABALHO Alteração nas regras de controle de jornada Algumas das principais alterações trazidas pela nova Lei foram relativas ao controle de jornada de trabalho. Dentre elas, podemos citar em especial o fato de que o limite para que a empresa esteja autorizada a dispensar o controle de ponto de seus empregados passou de 10 para 20 empregados, nos termos da nova redação conferida ao art. 74, §2º, da CLT. Além disso, foi expressamente autorizado o registro de ponto por exceção, em que os empregados anotam os horários de entrada e saída apenas quando há variação no horário contratual. Até então, a jurisprudência via esta forma de controle de jornada com bastante resistência e costumava autorizar sua adoção apenas mediante previsão expressa em norma coletiva. Com a alteração trazida pela MP recentemente convertida em Lei, as empresas passam a ter autorização legal para adoção desta forma de controle de ponto também por meio de acordo individual com os colaboradores. O art. 74 da CLT também foi alterado para inclusão do parágrafo 3º, que determina que todo o trabalho realizado fora do estabelecimento deverá ser obrigatoriamente registrado. Este é um ponto que ainda pode gerar grande controvérsia, especialmente considerando que há previsões conflitantes de dispensa de ponto em caso de home office e trabalho externo, por exemplo. Simplificação de procedimentos para anotação em CTPS e guarda de documentos Diversos dispositivos da CLT que tratavam sobre anotações físicas em CTPS foram revogados, a exemplo dos artigos 30 e 53, que tratavam sobre anotação de acidentes de trabalho e férias coletivas na carteira profissional, e passou-se a prever a figura da CTPS eletrônica, que será a regra a partir da vigência da nova Lei. O prazo para anotação da CTPS também mudou, passando de 48h para 5 dias úteis. Outra alteração interessante foi a modificação do art. 18, I e II, da CLT, que prevê a possibilidade de guarda meramente eletrônica de documentos, conforme os critérios estabelecidos no referido dispositivo. Quanto a documentos particulares, qualquer meio eletrônico de comprovação de autoria, integridade e confidencialidade passou a ser válido, desde que escolhido de comum acordo entre as partes. Já o ICP-Brasil (padrão infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira), terá garantia reconhecida de integralidade, autenticidade e confidencialidade tanto para documentos públicos quanto privados e independentemente de aceite da parte oposta. O presente material tem caráter meramente informativo, não devendo ser interpretado para qualquer finalidade como aconselhamento legal. A equipe do Marins Bertoldi Advogados permanece à disposição de seus clientes para qualquer esclarecimento necessário sobre os temas abordados acima.

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20/09/2019

Governo do Paraná retira itens alimentícios do regime de Substituição Tributária.

A partir do dia 1º de novembro de 2019, 60 mil itens do setor alimentício serão retirados do regime de Substituição Tributária (ST) do ICMS do Paraná, dentre os quais se encontram biscoitos, bolachas, waffles, azeites de oliva, óleos refinados, conservas de produtos hortícolas, doces e geleias. Assim, com a publicação do Decreto 2.673/2019, as empresas anteriormente substituídas que realizarem a circulação desses produtos passarão a ser responsáveis. Segundo o Governador Ratinho Junior, a medida possui a finalidade de garantir maior concorrência para as empresas locais.  “Essa decisão vem atender o pequeno e microempresário, quem tem comércio, uma venda, um mercado de bairro. Agora, ele não vai ter de pagar o imposto antes de vender o seu produto, prática que tira o capital de giro.” No momento, não é possível afirmar se a mudança resultará em perda ou ganho na arrecadação do ICMS, uma vez que haverá mudanças na forma do recolhimento. Diante desse cenário, a Receita Estadual se comprometeu em reforçar a fiscalização no setor. A equipe da área de Direito tributário do Marins Bertoldi poderá auxiliar aqueles que necessitarem de apoio com esse tema.

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10/09/2019

A polêmica das aposentadorias especiais

Os temas das aposentadorias especiais e das aposentadorias de categorias diferenciadas se destacam nas discussões sobre o texto base da Reforma da Previdência (PEC 06/19), recentemente aprovado em primeira votação no dia 12 de julho de 2019. A aposentadoria especial é um benefício concedido ao cidadão que trabalha exposto a agentes nocivos à saúde, sejam eles insalubres, perigosos ou penosos. Antes de 28/05/1995 vigoravam os anexos do decreto 83.080/79 nos quais o enquadramento como a aposentadoria especial se dava simplesmente pela profissão desenvolvida, ou seja, havia um extenso rol de atividades cujas profissões permitiam aposentadoria especial, dentre elas podemos citar os médicos, frentistas, motoristas, cobradores, tratoristas, metalúrgicos, soldadores, e até mesmo jornalistas. Após 28/05/1995, com a entrada em vigor da Lei 9.032/95 caiu por terra o enquadramento baseado na categoria, sendo necessário comprovar, caso a caso, a efetiva exposição a agentes nocivos à saúde. Não obstante isso, pelas regras atualmente vigentes acerca da aposentadoria especial, é possível aposentar-se após completar 15, 20 ou 25 anos de contribuição de acordo com o agente nocivo constatado. Durante a jornada de trabalho, a exposição deve ser ininterrupta e contínua, não havendo idade mínima para pleitear a aposentadoria especial, porém é mister ter no mínimo 180 meses de efetiva atividade para fins de carência. Ainda, é necessário comprovar perante o INSS a exposição a agentes nocivos através de documentos tais como o PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário), que contém várias informações, dentre elas as atividades exercidas e os agentes nocivos ao qual o empregado possa estar exposto; e o LTCAT (Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho), através do qual é possível identificar a exposição a agentes, sejam eles físicos, biológicos ou químicos que possam vir a prejudicar a saúde do trabalhador. Como se disse, o texto base da Reforma da Previdência, aprovado em primeiro turno, apresentou modificações quanto aos requisitos para concessão de aposentadoria especial. Pelas novas regras, para concessão da aposentadoria especial, continua valendo o tempo de efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ao longo de 15, 20 ou 25 anos, a depender do agente. Porém, haveria um novo requisito: idade mínima de 55 anos em atividade especial que demande 15 anos de contribuição; 58 anos para 20 anos de contribuição em atividade especial e 60 anos quando se tratar de atividade especial que necessite de 25 anos de contribuição. É justamente essa fixação de idade mínima que que tem gerado grande polêmica. Questiona-se se a aplicação de idade mínima para categorias expostas a agentes nocivos não afetaria efetivamente a saúde daqueles trabalhadores, desvalorizando a profissão de risco. Na contramão da referida assertiva há a discussão quanto ao critério de justiça, no sentido de que os aposentados nesta modalidade seriam privilegiados, já que têm a possibilidade de se aposentar muito mais cedo do que os demais trabalhadores e com média de valor relativamente superior ao aplicado na regra geral. As opiniões são diversas e estão divididas. Parte da população concorda com a alteração quando se compara às categorias especiais, invocando critérios de igualdade, mas não adentrando no cerne da questão. Por outro lado, alguns estudiosos tecem críticas ao texto que contém as novas regras, no sentido de que os trabalhadores continuariam a trabalhar expostos a agentes nocivos, mesmo após o tempo de contribuição mínimo exigido, de forma que a saúde dos trabalhadores poderia ser comprometida, o que acarretaria um maior número de afastamentos por doenças. A crítica está no fato de que, ao continuar laborando por um maior número de anos em atividade de risco, a finalidade da norma estaria perdida, uma vez que seu intuito era de minimizar a exposição aos agentes nocivos. Inobstante a isso, a polêmica não para por aí. Profissionais de categorias diferenciadas, como é o caso dos professores, também têm regras especiais para aposentadoria. E aí vem a questão: por que se diferenciam da maioria da população? Quanto à categoria dos professores do setor privado, apenas citada a título de exemplo, atualmente não há idade mínima para aposentadoria, apenas exige-se 25 anos de contribuição para mulher e 30 para homens. O texto da reforma aprovado em primeiro turno manteve os tempos de contribuição e implementou idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 para homens. Neste sentido, assim como nas aposentadorias especiais que envolvem atividades de risco, vê-se um endurecimento da norma. Se implementada a idade mínima, haveria aumento nos anos que o docente permanece em sala de aula em condições que tendem a afetar a saúde física e mental dos professores, segundo especialistas da saúde. Os defensores do endurecimento da norma previdenciária se pautam no argumento de que não é através da previdência que serão solucionados os problemas inerentes às condições de trabalho dos profissionais em atividades especiais ou de risco. O fato é que no Brasil as exceções à regra existem e, muitas vezes, geram calorosos debates, uma vez que não há programas efetivos que minimizem os riscos inerentes às atividades desenvolvidas por certas categorias. Assim, com a solução de se legislar por intermédio de emendas estanca-se o sangue mas a ferida permanece aberta. Artigo por Polyana Lais Majewski Caggiano, advogada trabalhista do Marins Bertoldi Advogados.

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02/09/2019

Procon-SP aplica multas nas empresas Google e Apple por aplicativo que envelhece o rosto.

Conforme foi amplamente divulgado, o uso do aplicativo FaceApp além de um risco enorme de vazamento e manipulações indevidas dos dados biométricos dos usuários, desrespeitava a legislação brasileira vigente e a que ainda entrará em vigor – a Lei Geral de Proteção de Dados. Resultado? GOOGLE e APPLE são multadas em 17 milhões de reais (juntas) por causa do FaceApp, uma vez que eram as lojas virtuais que disponibilizavam o app para download, entrando na regra de responsabilidade solidária. Esta notícia tem três fatores importantes de análise: 1º – Proteção de Dados não é um assunto da moda, uma onda ou algo que tem que ver se vai “pegar” no Brasil, já é realidade. Não é a primeira multa com esta base. 2º – As empresas não vão ter que somente se preocupar com a ANPD, o Procon e o Ministério Público também estão atentos, vigilantes e agindo. A própria LGPD faz a ressalva em seu Art. 52, parágrafo 2°, para aplicação de outras sanções, principalmente o CDC. 3º – A maioria esmagadora dos usuários não lê os Termos de Uso e as Politicas de Privacidade, mas isso não é só problema deles, é da empresa também, que tem a obrigação de facilitar o acesso a informação clara, objetiva e que informe de forma inequívoca os titulares/usuários. É óbvio que ainda cabe recurso da decisão, mas isso deve acender o sinal de alerta para aqueles que ainda não estão diligentes com esse assunto. https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/08/30/procon-sp-aplica-multas-milionarias-em-google-a-apple-por-aplicativo-que-envelhece-rostos.ghtml

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29/08/2019

O que você precisa saber sobre sucessão familiar no agronegócio

A grande maioria das propriedades rurais no Brasil mantém, ainda hoje, uma estrutura familiar de negócio. E a sucessão na família, ou seja, a transferência da atividade às futuras gerações, deve ser planejada para que possa atender aos interesses familiares. Para priorizar uma sucessão familiar bem-sucedida, prevenindo transtornos, danos patrimoniais ou até mesmo emocionais, é importante planejar e desenvolver um plano sólido de execução do processo sucessório. E ele vale tanto em relação à transferência do proprietário da propriedade aos filhos ainda em vida ou quando há o seu falecimento. Entre as principais vantagens do planejamento do processo de sucessão está a profissionalização do negócio, quando a família passa a perceber a propriedade como uma verdadeira empresa e consegue aplicar medidas e comportamentos característicos a ela e, consequentemente, adequados para o seu sucesso. Outro fator positivo, possibilitado com o planejamento, é tornar os futuros administradores do negócio capazes para desempenhar tal função. Segundo especialistas, para se obter esse cenário positivo, ter acesso a uma consultoria jurídica é o primeiro passo. Com ela, o profissional poderá avaliar em conjunto com a família a maneira mais adequada e assertiva para atender às necessidades do negócio. Um dos modelos padrão de processo sucessório no agronegócio, e considerado tendência no setor atualmente, de acordo com o Doutor em Direito Marcelo Bertoldi, é a criação de uma holding para integralizar a propriedade rural. É como um negócio estruturado com o principal objetivo de controlar os bens de uma pessoa física ou mais, todos pertencentes a uma mesma família, e pode ser uma sociedade limitada ou anônima, a depender do caso concreto. Como funciona uma holding agropecuária
O proprietário da fazenda, pessoa física, transfere a propriedade para uma pessoa jurídica (empresa). Dessa forma, deixa de ser dono da fazenda e passa a ser proprietário das cotas da empresa que se tornou dona da propriedade. Caso haja interesse, ou necessidade, essas cotas podem ser doadas ou transferidas às próximas gerações (sucessores).
Termo de Adoção: qual a sua importância na sucessão familiar
Para isso, geralmente, é elaborado um Termo de Doação mantendo o uso fruto com o proprietário original, o que já faz parte do processo de planejamento sucessório.“O proprietário original mantém a sua plena atribuição para administrar a fazenda e seus bens, já que é o administrador da holding dona do seu negócio quem recebe os lucros. Pode vendê-la, arrendá-la ou comprar outra, se assim desejar”, explica Bertoldi. Saiba quais são as vantagens de uma holding na sucessão familiar
Na opinião de Bertoldi, que atua há mais de 20 anos nas áreas de direito contratual, societário, fusões, aquisições e governança corporativa, a primeira delas é a possibilidade de o proprietário organizar de forma completa e adequada o processo de transição no comando do negócio, profissionalizando a atividade e tornando a propriedade uma empresa. “Na medida que se tem o processo de sucessão familiar, o proprietário tem organizada a divisão de interesses pessoais dos interesses relacionados à empresa, por exemplo. Com isso, passa-se a utilizar metodologias empresariais para tocar o negócio, com indicadores e medidores de eficiência, criam-se regras de governança relacionadas à existência do conselho de família, do conselho consultivo, formas de distribuição de dividendos, entre outras medidas”, argumenta o advogado. Ele também destaca que, com as reuniões entre os sócios e donos da propriedade, é possível “discutir estratégias de investimento, o quanto será distribuído de dividendos, se será ampliada a área de produção, ou inseridas novas culturas ou aplicações, entre outras necessidades”. Pagamento de imposto referente à herança ou à doação
Outro aspecto ressaltado pelo advogado entre as vantagens desse modelo de sucessão familiar é a oportunidade de planejar e adiantar o pagamento do tributo relativo à herança, ou à doação, não deixando para o momento de um eventual falecimento. “Esse tributo varia atualmente de 4% a 8%, dependendo do estado. Mas existe grande chance dessa alíquota aumentar significativamente, com eventual reforma tributária, podendo chegar à casa dos 25%. Quando é feito por meio de uma transição, consegue-se planejar o pagamento desse importo. E, se a doação é feita agora, pode-se ainda aproveitar esse valor considerado baixo, quando comparado aos Estados Unidos e à Europa, por exemplo, regiões nas quais a taxa chega a 50% ou mais”, argumenta. Marcelo M. Bertoldi para o portal Pasto Extraordinário.

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27/08/2019

Balanços de empresas deveriam poder ser publicados apenas na internet?

Motivos e métodos errados Entre os princípios fundamentais de melhores práticas de governança corporativa encontramos o da transparência, que significa não somente a observação do dever legal de informar que as organizações devem cumprir, mas, acima de tudo, o desejo sincero de abastecer o público em geral (acionistas, investidores do mercado de capitais, consumidores, fornecedores etc.) de informações relevantes sobre o seu desempenho nos diversos aspectos, tanto econômicos quanto socioambientais. Trata-se da forma mais eficiente que as organizações têm de prestar contas a respeito de seu desempenho e impacto gerado por sua atuação. Para que tais informações de fato cheguem a todos os interessados, o ideal é que sejam utilizados meios de comunicação eficientes, em especial os eletrônicos. Não é de hoje que as companhias, especialmente aquelas de capital aberto, defendem a ideia de que as publicações obrigatórias sejam feitas por meio eletrônico e não mais somente pela publicação em jornal físico. Entre os motivos, os altos custos das publicações e a eficiência do on-line. Sensível a isso, em abril desse ano o governo sancionou a Lei 13.818, que alterou a Lei das S/A, admitindo a possibilidade de essas publicações em meio jornal se darem de forma resumida, desde que sua íntegra estivesse simultaneamente disponível na página do mesmo jornal na internet, acompanhada de certificado de autenticidade dos documentos publicados. Para a surpresa de todos, o mesmo governo, menos de quatro meses depois, e agora por meio da Medida Provisória 892, revoga a lei que tinha acabado de sancionar e, dessa vez, cria norma determinando que, em se tratando de companhia com valores mobiliários negociados em bolsa de valores, referidas publicações sejam feitas exclusivamente no seu site, no da Comissão de Valores Mobiliários e também no site da Bolsa de Valores onde seus valores mobiliários estejam sendo negociados, não sendo mais necessária a utilização da imprensa escrita para tanto. No caso das companhias de capital fechado, essa mesma MP disciplina que caberá ao Ministério da Economia determinar a forma de sua publicação, cujo meio certamente dispensará a utilização da imprensa escrita. Causa estranheza a forma desencontrada e arbitrária como um assunto de tamanha importância é tratado pelo governo. Pelas declarações do presidente, ficou claro que a motivação para essas alterações foi penalizar a imprensa, pela qual não nutre nenhuma simpatia e que tem nas publicações obrigatórias uma importante fonte de receita. Não só os motivos, mas também o meio não é adequado. É evidente que esse tema não tem a urgência e relevância a justificar a utilização de uma medida provisória; pelo contrário, como se trata de uma discussão antiga, nada mais adequado que fosse tratado por meio de um processo legislativo ordinário, com a participação indispensável do Poder Legislativo. Infelizmente, esses defeitos acabam por retirar da MP 892 a sua constitucionalidade e legitimidade, seja porque as motivações de sua criação são pouco republicanas, seja porque o meio pelo qual veio ao mundo jurídico certamente é impróprio e, acima de tudo, por causa do evidente desvio de finalidade e ausência de impessoalidade de tal medida. Tanto é assim que surgem vozes no Congresso e no Supremo Tribunal Federal que já indicam uma grande dificuldade de essa medida provisória vir a se converter em lei. O ambiente empresarial necessita de estabilidade e previsibilidade; só assim veremos os investimentos, tão necessários para a retomada do crescimento do Brasil, voltarem. Não será com atitudes destemperadas e autoritárias que se alcançará a estabilidade, ao contrário. Artigo escrito por Marcelo M Bertoldi, publicado no portal Gazeta do Povo.

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26/08/2019

STJ declara a impenhorabilidade absoluta da Cédula de Produto Rural

Foi publicada no dia 06 de agosto decisão da 4ª Turma do STJ que entendeu pela impenhorabilidade absoluta da Cédula de Produto Rural – CPR, em contraposição ao acordão proferido pelo TJ/RS, que atribuiu preferência ao crédito trabalhista em discussão. DA IMPENHORABILIDADE ABSOLUTA DA CPR A controvérsia judicial implicava em definir se a impenhorabilidade prevista no Decreto Lei nº 167/67 (Cédula de Crédito Rural) e na Lei nº 8.929/94 (Cédula de Produto Rural) seria relativa ou absoluta e se poderia ser afastada para satisfação de um crédito trabalhista. O Relator, Ministro Luis Felipe Salomão, tratou de analisar o histórico econômico do Agronegócio Brasileiro e o contexto em que foi instituída a CPR na década de 90 para definir a abrangência da impenhorabilidade do título de crédito. O estudo de Salomão abordou as políticas públicas de abertura do financiamento rural ao setor privado, onde a CPR cumpre papel fundamental como base de toda a estrutura das operações realizadas com os demais títulos de emissão privada do agronegócio. O voto proferido reformou o entendimento do Tribunal Gaúcho e, pautado na função social do financiamento do agronegócio, atribuiu como absoluta a impenhorabilidade da CPR. “Com efeito, os bens dados em garantia cedular rural, vinculados à CPR, são impenhoráveis em virtude de lei, mais propriamente do interesse público de estimular essa modalidade de crédito, a bem de setor de enorme relevância”, destacou o ministro. A decisão promete fortalecer a atuação do financiamento privado no Agronegócio, atribuindo maior segurança jurídica aos operadores de crédito que se relacionam com o produtor rural. Resta aguardarmos como os tribunais regionais absorverão o entendimento do STJ. A equipe da área de Direito do Agronegócio  poderá auxiliar os clientes que necessitarem de apoio com esse tema.

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16/08/2019

Alteração na Lei de Registros Públicos

Foi publicada esse mês a Lei 13.865/2019, que altera a Lei de Registros Públicos (nº 6.015/1973) para acrescentar previsão legal que dispensa o “habite-se” expedido pela Prefeitura Municipal para averbação de construção na matrícula de imóvel de habitação unifamiliar, que tenha apenas um pavimento (casas térreas) e que a obra já tenha sido concluída há mais de 5 anos. Essa dispensa se aplica apenas aos imóveis construídos em áreas ocupadas por população de baixa renda. A nova lei trará maior facilidade na regularização de inúmeras residências atualmente irregulares perante os Cartórios de Registro de Imóveis. A equipe de Negócios Imobiliários do Marins Bertoldi poderá auxiliar aqueles que necessitarem de apoio com esse tema.

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07/08/2019

As publicações empresariais das sociedades anônimas agora deverão ser feitas de forma eletrônica

As publicações empresariais obrigatórias previstas na Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/1976), agora deverão ser feitas de forma eletrônica. A mudança foi implementada pela Medida Provisória nº 892, que entrou em vigor no dia 06 de agosto de 2019. A nova redação do artigo 289 da Lei das S.A. dispõe que as publicações empresariais obrigatórias deverão ser feitas de forma gratuita nos sites da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da entidade administradora do mercado em que os valores mobiliários da companhia estiverem admitidos à negociação. A princípio a publicação no site da CVM seria aplicável apenas às companhias abertas, dado que no § 4º da nova redação do artigo 289 está previsto que Ministro de Estado da Economia disciplinará a forma de publicação e de divulgação dos atos relativos às companhias fechadas. As sociedades anônimas também deverão disponibilizar as publicações obrigatórias em seus sítios eletrônicos na internet. Além disso, as publicações deverão contar com a certificação digital da autenticidade dos documentos por meio de autoridade certificadora credenciada pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil. As publicações a que se refere a Medida Provisória nº 892 incluem editais de convocação, atas de assembleia, atas de reuniões do conselho de administração, anúncios, atos que necessitem de publicação para validade contra terceiros, demonstrações financeiras, demonstrações de lucros ou prejuízos, atos de incorporação, fusão e cisão, etc. A nova forma de publicação ainda deverá ser regulamentada pela CVM, que poderá disciplinar quais atos e publicações das companhias abertas que deverão ser arquivados no registro do comércio; e dispensar a certificação digital dos documentos. A equipe da Área Corporativa do Marins Bertoldi poderá auxiliar os clientes que necessitarem de apoio com esse tema.

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07/08/2019

Alteração de regras de obrigatoriedade de entrega do Livro Caixa Digital do Produtor Rural

Escrituração em formato digital será obrigatória para produtores com receita superior a R$ 7,2 milhões no ano-calendário de 2019. A Receita Federal editou a Instrução Normativa RFB nº 1.903 alterando a faixa de receita bruta anual que sujeita os produtores rurais à apresentação do Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR). De acordo com até então IN RFB nº 1.948/18, o produtor rural que auferisse receita bruta anual superior a R$ 3,6 milhões estaria obrigado a apresentar a sua escrituração no formato digital. Publicada na data de 26 de julho de 2019 no Diário Oficial da União, a IN 1.903 aumenta o limite para R$ 4,8 milhões, sendo que, excepcionalmente para o ano-calendário de 2019, o valor de corte será de R$ 7,2 milhões. Os demais anos seguirão com a aplicação do valor de corte em R$ 4,8 milhões, o que iguala ao limite estabelecido às empresas de pequeno porte, nos termos da Lei Complementar nº 123/06. A equipe de Agronegócio do Marins Bertoldi poderá auxiliar aqueles que necessitarem de apoio com esse tema.

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